Desde que me decidi a fazer uma tatuagem, venho perguntando a todo mundo qual é a dor que iria sentir. A resposta é sempre a mesma: “Dói um pouquinho, mas é suportável”. Bem, fiz a minha ontem e digo que não é não é nada disso. Não que seja uma dor terrível, mas acho que seria melhor se tivessem me dito tudo que eu iria passar.

Faz tempo que eu comecei a pensar em fazer uma tatuagem, só que sempre acabava deixando pra depois, gastava o dinheiro com outras coisas e daí já viu. Necas de desenho. Até que essa semana pensei: “Cara, se eu não fizer isso agora, não faço nunca mais”. Fui lá e fiz. São duas rosas bem redondas e vermelhas, estilo old school, começando no quadril e subindo um pouquinho até a cintura. Não sei se essa região é mais ou menos sensível que outros lugares, mas as dores que senti são bem distintas e podem ser classificadas em três fases:

1. O contorno. Essa é a segunda pior parte. A dor é semelhante a um arranhão bem demorado e fundo. Como se um gato estivesse te arranhando durante uma hora e sempre no mesmo lugar. Bem incômodo e irritante, mas, sim, é suportável.

2. O sombreamento. Muito tranquilo. Não chega a ser agradável, mas dá para abstrair numa boa. Tinha horas que até me esquecia do que estava fazendo. Vez ou outra dá uma pontada e só.

3. O preenchimento das cores. Também pode ser dividido em duas fases , mas daí em relação às partes do corpo. Na região mais próxima ao quadril é praticamente igual à etapa do sombreamento: pouquíssima dor. Quando vai chegando mais perto da cintura, nossa. Nossa Senhora. ISSO SIM É DOR. É como se estivessem te esfolando com uma faca. Pode ser que isso tenha acontecido porque a pele já estava bem sensível, mas foi só nessa fase que eu cheguei a derramar uma ou outro lágrima e tive que morder o dedo pra não gritar um bom xingamento.

Tem partes boas, também. Quando o tatuador termina uma fase e passa álcool pra limpar o desenho é como tomar uma boa cerveja gelada em um dia quente. Uma maravilha. E quando você realmente consegue colocar a cabeça em outro lugar, daí flui que é uma beleza. Nunca (NUNCA) pense no que a agulha está realmente fazendo com o seu corpo: cortando, esfolando, machucando mesmo. Isso só piora as coisas. Eu tentava imaginar que o tatuador estava usando uma canetinha esferográfica e não uma AGULHA.

Outra coisa que todo mundo que tem tatuagem diz é que o resultado compensa a dor. Isso é verdade. Estou bem satisfeita com a minha. Parte por causa do tatuador, que achei ótimo. Pra quem se interessar, é o Lucas, do Tattoo Classic. Fica do ladinho do Shopping Crystal.

Juro que coloco alguma foto aqui quando minhas rosas já estiverem bonitinhas e cicatrizadas. Por enquanto, ainda estão em recuperação. E para completar o relato das dores da tatuagem, tem também a cicatrização. Tudo bem que eu fiz ontem e ainda nem deu pra saber como vai ser, mas por enquanto a dor é igual a ter caído e se esfolado seriamente no asfalto. Como um grande pedaço de carne viva, que arde pra burro. Hoje já está melhor, uma dor quase gostosa de sentir. Tipo aquela de tirar casquinha de machucado, sabe?

Me digam, pessoas que tem tatuagem e leram esse post: as dores são essas mesmo ou eu sou muito chorona e bichinha?

PS: Com dor ou não, estou fascinada pelo meu desenho e já começando a pensar na próxima. :o)

About these ads